domingo, 11 de julho de 2010

Canto da noite

A noite caiu no silêncio
Húmido de aragem fria,
Emudeceram as palavras
Aquelas que eu já não via,
Tacteei os sons do silêncio
Com a pressão dos dedos
E comprimi tantos medos.


Gritei com a alma aberta
Palavras sem forma nem tempo,
Aquilo que a boca não diz
Arauta da voz no vento.
Tristeza passada entendo
Correndo como quem diz
Aquilo que vou sofrendo.


Os olhos se marejaram 
De ondas como cristais 
Vieram cheias de estrelas
E de tantas coisas mais
E em silêncio se juntaram.
Olhei na saudade o tempo
Que sem amor me deixaram.
Luíscoelho