terça-feira, 24 de novembro de 2009

Saudade

Não sei se a saudade vem
Com a que me quer bem
Ou se já seguiu viagem
Deixando-me só e sombrio
Que de pensar me arrepio
Pelo medo e pelo frio.
A saudade vem assim
De mansinho até a mim
E deixa uma dor sem fim.
Saudade não vai embora
Pois só chegou nesta hora
E irá cantar agora
Aquela música de saudade
Com um coro de liberdade
Que nos enche de felicidade.
Saudade palavra bela
E todos pensamos nela
luiscoelho

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vem cantar


Vem comigo cantar um poema
Que a vida tece em cada dia
Seguindo um rumo e um lema
Vencendo a dor com valentia
Vem viver e amar com liberdade
Que sempre devemos querer
Escolhendo a felicidade
E amando mais que o dever.
Vem comigo cantar um poema
Contruindo uma vida melhor
Fazendo dos passos compasso
Que nos guiam com maior vigor.
Vem fazer as mais belas canções
Com o ritmo agradável do amor
Cantando sempre as mais belas
Que todos sabemos de cor.
Vem comigo cantar um poema
Com o amor que temos no peito
Onde as rimas façam de cordas
Tocando sempre a perceito
luiscoelho

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domingo, 22 de novembro de 2009

A minha caneta escreve lenta
Letras que escorregam no papel
Desagregadas e desordenadas
Tantas vezes com laivos de fel.
Parecem seres finos, feitos de cordel
E dançando na cor das tintas
Carregadas com sabor a mel.
A minha caneta escreve apressada
Aquelas letras em vagas coloridas
Os pensamentos já não entendem
A força das letras comprimidas
Todas juntas em ondas de papel
Ou sozinhas em sombras invertidas.
A minha caneta dorme com imaginação
Escrevendo em sombras refrescantes
Descansa recriando novas histórias
Vividas em prados verdejantes
Muito belas e profundas nas memórias
luiscoelho

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A noite vem

A noite vem devagar
Caminhando com encanto
E afagando os fios de luz
Com o seu suave manto.
Tudo guarda serenamente
Convidando-nos a amar.
A noite vem sorrindo
Abraçar-nos completamente
Escondendo o rosto e o nome
A quantos quer despertar.
No silêncio da noite
Ouvimos baixinho segredar
Naquele jeito de amor
Que a noite quer recordar.
Despidos de todas as formas
Ouvimos a noite a cantar
Qual sereia adormecida
Que na noite vem completar
luiscoelho

Recantos

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Silencio perdido

O silêncio corre perdido
Atravessando espaços
E cortando ventos
Amando e ferindo
Recriando pensamentos.
O silêncio de um olhar
Perdido de inquietações
Que a distância pisa
De tantas perturbações.
O silêncio tortura-nos a alma
De guerras e violência
De fome envergonhada,
De dor vivida em desgarrada,
De perdas e tritezas sentidas
Carregadas de dor nas partidas.
O silêncio marca o tempo
Que o tempo de silêncios já fizeram
E em cadeias de palavras nos prenderam
No silêncio esquecido de amor
Mastigando as palavras mais queridas
Revivendo só as datas pela dor.
luiscoelho

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cantarei a dobrar

Quero escrever-te um poema
Enchendo-o de emoções
Simples e frágil como a pena
Mas com a fúria dos vulcões.
Depois de escrito cantá-lo
Com vida, alma e coração
Para que possas escutá-lo
Com leve e sentida emoção.
Quero escrever-te um poema
Cheio de cor, rima e alegria
Onde as letras façam a faena
Num espectáculo de magia.
E depois quero chorá-lo
Num fado de triste saudade
Pois te recusas a amá-lo
Por vergonha ou por vaidade.
Quero escrever-te um poema
Com tudo o que me vai na alma
De sonhos puros em gema,
Desejos vivos em chama.
Cantarei tudo a dobrar
Com mais força e muita vida
O amor tem de acordar
Quando lhe damos guarida.
luiscoelho