segunda-feira, 11 de junho de 2012

Férias

A manhã acordou triste. A chuva fustiga-nos. Corremos o olhar pelo jardim e vemos o brilho da chuva nas folhas das árvores e nas rosas que bordam um pequeno canteiro de terra.
Pergunto se valerá a pena sair de casa com este tempo ? Assim não dá para praia. 

Foram uns banhos que nos custaram longos sacrifícios e que ainda se vão prolongar nos próximos meses. Sem o subsídio de férias tudo se torna mais penoso. Equilibrar os nossos magros salários é tarefa de muita teimosia.

Junto à porta já estão as malas com as roupas e alguns sacos com provisões para esta semana. Tudo pronto para a partida.
Em silêncio aguardam. Também elas estão em dúvida se esta saída precária para o mar e o sol do Algarve valerão tantos esforços de preparação.

No fundo de cada um existe uma esperança.
- Pode ser que o tempo vire. Que o Sol sorria. Que a chuva se vá para outros campos...
- Existe cá dentro uma esperança de que nem tudo se irá perder e que também precisamos de nos despedir das nossas coisas. Precisamos de nos desinstalar das nossas rotinas e comodidades, dos nossos hábitos...

As férias serão talvez um encontro com o nosso interior. Um tempo de leitura e de meditação...

À sorte. Que seja o que Deus quiser...Disse-lhes em tom de confidência. Aguardem que eu só vou ali dizer adeus aos meus amigos: cães e gatos, cabritos, patos e galinhas...
Depois partiremos carregando outras malas com boa disposição e muita esperança.

Aqui apenas digo by...by...
Para a semana estarei de volta e certamente com uma crónica cheia de sorrisos e muita vida.
Luíscoelho