terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Estoril








Estávamos a jantar quando o telefone tocou. Mais uma dessas chamadas de publicidade que nos consomem tempo e paciência, pensámos todos ao mesmo tempo, rodando simetricamente o olhar para o telefone.

A minha filha atendeu. Era para ela e com ela o assunto. 
Terminada a conversação disse-me:
 _Pai, queres ir comigo amanhã a São João do Estoril...?  
Nem esperou pela resposta e desenhou logo o percurso e a hora de saída.
Tinha que estar lá às 14 horas para uma entrevista de selecção.
A distância daqui de casa em Leiria até ao Estoril deve ser de 150 quilómetros.
Vive numa corrida cronometrada para conseguir colocação profissional e começar a sua carreira na área de Turismo Activo e Desporto da Natureza.
Uma viagem muito agradável e sem grande movimento.
Seguindo um mapa que procurou na Net, conseguiu chegar perto da hora prevista.
Os meus olhos corriam extasiados por toda a costa da Marginal de Cascais. O Mar, as casas e todo o movimento.
Eu já conhecia tudo aquilo. Hoje apenas revivi uma pequena parte.
Quando saímos do carro dei por falta da minha carteira com os documentos bem como do telemóvel.
Lia, perdi a carteira e o telemóvel ! disse numa voz alta e angustiada.........
Abri novamente a porta do carro e encontrei o telemóvel caído, mas a carteira nem sombra.
Não era pelo dinheiro que continha, mas sim pelos documentos pessoais e ainda os cartões bancários.
Um senhor de cerca de 60 anos, que ia a passar e que ouviu a nossa conversa, olhou para trás e disse:
_ A sua carteira senhor - está aqui !
Baixou-se, apanhou-a e estendeu-me a mão oferecendo-me o fim de um grande pesadelo.
Os seus olhos brilhavam num rosto feito de rugas profundas. 
Neste segundos de silêncio estendeu-me a outra mão num cumprimento de pura amizade e desejou um bom ano de 2010.
Nesta confusão estava quase sem lhe saber dizer obrigado.
Segurei alguns segundos aquele cumprimento e lá fui dizendo:
Bom Ano também para o senhor e para todos os seus e fico-lhe muito agradecido.
Ufa!.....
Peguei nas minhas coisas e mudei-as para outro bolso. Afinal, o bolso do meu casaco, estava roto


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Presépios

Sinto um aperto na alma que me sofoca de todo os pensamentos.
Parece que me obriga a escrever de uma assentada tudo quando me enche de dor e raiva, alegria e tristeza, fome e fartura, barulho e silêncio...
Nestes dias de Paz e Amor alguma coisa veio estragar a festa da família e o silêncio que forma a amizade e o carinho entre todos.
Alguém se perdeu. Bebeu e entornou a sua raiva de qualquer jeito, magoando e ferindo, tudo e todos sem educação nem vergonha.
O quadro era triste como são tristes todas as cenas de embriagados. Perdem a noção da responsabilidade.
Voltemos ao silêncio amigo de todos nós.
Ninguém te responderá com a agressividade com que te expressas e também não vamos caminhar por onde queres empurrar-nos.
O labirinto onde te meteste é demasiado complexo e hoje não é dia para se comentar.
As lágrimas saltavam-nos dos olhos como faíscas perdidas que incendiavam ainda mais a dor silenciosa que roía desmesuradamente o nosso ego.
Tanto trabalho, tanto amor para nada......!
Porquê isto hoje e agora a estragar-nos uma consoada de ternura ?
Como sair desta rua sem sentido era uma pergunta que corria em todos os olhares.
Vamos continuar. 
Ámanhã será um novo dia e virá uma nova esperança.
Será preciso recarregar as baterias e aguardar os tempos de sobriedade. É precisa paciência em toneladas e bondade quanto baste para esta espera desmedida.
A noite será boa conselheira ?...... Aguardemos......
As prendas adormeceram embrulhadas como chegaram. As luzes no presépio aos poucos ganhavam nova vida e muita força. 
Parece que todas as coisas agora se completavam.
Jesus quiz vir assim disfarçado e provar se ainda O amamos:
_Se tudo quanto fiz até agora foi o melhor ou o mais correcto.
_Serei eu o pobre desentendido ou será ele que entornou a bebida ...?
Serei capaz de perdoar mais esta vez e chamar à razão com inteligência e delicadeza...?
Jesus sabe as respostas. Eu tenho os olhos demasiado turvos.
A muito custo consegui suportar aquela vontade de ser igual nas palavras e refrear o desejo de acabar com aquela conversa morna do costume, do malfeitor armado em vítima.
De todo não queria no meu coração nem raiva nem ódio. 
Queria amor, mais e mais ... 
Parece que outros desejos investiam quase a descontrolar-me.
Jesus leva-o e deixa-o dormir. Quando acordar o teu presépio será mais bonito.
Estas pedras vão ajudar-nos a construir uma casa mais sólida e segura. 
Amanhã o Sol iluminará as ruas onde nos cruzamos e nos desculpamos. 
O Sol continuará a dar-nos o calor que conforta e rectifica estes desvarios sem nexo.
O Teu Presépio tem muita luz. Foi bom ter olhado para ti nessa luz que não tem fim.
Obrigado pela visita Jesus.
Hoje retornaste-me um jovem atraente, carinhoso e cheio de simpatia.
Vieste dar-nos o abraço do perdão, da bondade e mansidão.
luiscoelho

Porquê

Tenho a casa infestada de baratas 
Bichos, ratos e cobras perigosas
Mas fujo dessas bichas perniciosas
Pois queriam o meu canto ocupar 
Sem verem este espaço limitado
Insistindo que sou bom mesmo usado.
Chamam nomes, insultam e insistem
Forçando as entradas já fechadas
Com os trincos e as trancas bem postadas.
Chamou nomes feios e coisas afins
Poeta vazio e cheio de mentiras falsas
E tantas coisas que não guardamos nas calças
Respondi como sabia e na boa criação
Voltou novamente com sete pedras na mão
Mas se me atirar alguma matará seu coração
luiscoelho

rio

Este rio apertado onde navego
Nas correntes furiosas que me levam
Ou nos lagos calmos onde sossego
Transforma a alma se lha entrego.
As margens altas não seguram 
A força das correntes apertadas
Que caindo lentamente já descuram
A violência das quedas em cascatas.
As águas destes rios tem nascentes
Nos montes encostados a pedras cruas
E gemendo se transformam em correntes
De águas límpidas, mansas e nuas.
O leito destes rios onde navego
São pedras afiadas como punhais
São lençóis escurecidos de silêncio
Sufocando a minha dor e os meus ais.
Em enchentes vou fugindo deste pranto
Para noutro muito maior me atolar
Só não sei se correndo irei cantando 
Ou parado estarei sempre a chorar.
luiscoelho 

sábado, 26 de dezembro de 2009

A primeira azeitona depois de muitos anos
Que não dava flores nem frutos aqui nesta região

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Recordações

O vento frio corta o rosto sereno
Perdido em nuvens de pensamentos
Que entram carregadas de perguntas
E devassam o canto do silêncio ameno.
Acordam na penumbra do esquecimento
As respostas que não tem entendimento.
A fúria das brisas suaves que nos marcam
Nos encantam e seduzem as vontades
Com desejos de carícias mansas e afagos
Que em tempo as mãos da mãe nos davam 
São sonhos que conservo e ainda os trago
Presos nestas datas que os dias marcam.
São flores adormecidas num canto a sonhar, 
Ventos frios vestindo roupas mais quentes
Manhãs lentas acordando saudades ausentes
Viagens longas que acabam de chegar.
Momentos finos de recordações que dobram
As curvas dos sonhos que ainda sangram 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

25 de Dezembro de 2009

Hoje, dia de Natal - Jesus nasceu
Foi há muitos, muitos anos
Quando tudo isso aconteceu.
Hoje festejamos o Teu aniversário
Simples, modesto mas encantador
Em Persépios com pastores e dromedários.
Curiosos abrimos as prendas e os presentes
Revestidos de vaidade e de roupagens
Esquecendo o Teu Amor e  os ausentes.
Hoje peço-Te um tempo para amar
Estar Contigo e ter nova esperança
Aquela que no Presépio nos vens dar.
Peço-Te que perdoes a minha ingratidão
De não Te amar com todo o Coração
Esquecendo a principal e maior lição
De amar também o outro meu irmão
luíscoelho

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Renascer

O vento voltou
E com força levou
As coisas frias
Arrefecidas do tempo
Que passado não vias
E recordar não querias.
Mas o vento soprou 
Na memória do tempo
E deu-te um presente 
Tão fino e tão quente
Que encanta e renova
Agora e sempre.
O vento soprou 
E acordou aquele menino
Que no teu sonho adormeceu
E recordou tantos meninos
Pobres,tristes e sozinhos
É Natal-o Amor venceu
Vamos fazer-nos mais pequeninos
luiscoelho.



O Natal chegou mais cedo
O cheiro e o calor da fogueira
Completou hoje a nossa ceia
Ardiam os paus em silêncio
E os corações à nossa maneira.
As vozes eram suaves e meigas
Traziam ternura à mistura
Tão bela e cheia de formosura.
Os olhares pareciam cruzados
Sempre atentos e preocupados
Que nada faltasse na mesa
Para o nosso Amigo e Convidado.
Ele virá em silêncio certamente
E há-de sentar-se à mesa com a gente
A luz da fogueira será a mensageira
Da Boa Nova e da Paz e do Amor 
Presente no abraço à cidade inteira.
luiscoelho

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

quero amar o teu olhar

Quero amar o teu olhar
Entrando por esse mar,
Deixando-me adormecer
Em belas ondas de azul
Num sonho de maresia
E cantando com o vento
Que nos trás em pensamento
Momentos de tanta ousadia
Quero viver o teu olhar
Em cada dia da vida
Acreditando neles
A nossa sina é cumprida
E entrando sempre a cantar
Todos os anos se passam
Como luz em nós reflectida.
Quero ver o teu olhar
Até ter forças para amar
Vivê-lo dentro de mim
Sempre e até poder
Com o brilho que encanta
E nunca mais terá fim.
luiscoelho

Serões na Aldeia

O dia entardeceu mais frio e húmido da chuva que caiu copiosamente nas últimas semanas.
Enquanto a mãe preparava a ceia para os quatro filhos, o pai ainda andava na rua a tratar dos animais.
 A mãe sentada perto da fogueira que iluminava toda a cozinha, ia escolhendo as folhas de nabiça e ao lume já estava uma panela de ferro de três pernas onde haveria de se cozer a ceia.
_Mãe o que é hoje o nosso comer...?
Perguntou um dos rapazes num dos interválos da brincadeira.
 _Hoje vamos todos comer uma sopinha com muitas verduras do nosso quintal e aproveitando o feijão que sobrou ao meio dia.
As mãos da mãe nunca paravam de escolher e sacudir aquelas folhas de nabiças tenras e viçosas e depois cortá-las muito finas para um alguidar de barro.
Na parede em frente estava já acesa a candeia alumiando apenas as nossas sombras que não paravam sossegadas.
Daí a pouco, o pai entrou na cozinha e veio sentar-se no seu canto para se aquecer antes de a mãe começar a deitar a sopa nos pratos.
Todos á uma saltamos-lhe para o colo, os braços e as pernas e recebemos aqueles mimos tão gostosos.
Lembro a dureza da suas mãos calejadas de cavar  a terra nos campos diàriamente.
Por vezes doía quando apertava demais as nossas mãositas frágeis e finas.
Estávamos no Inverno e faltavam poucos dias para o Natal.
Começaram então uma cantiga ao menino Jesus, daquelas que se cantavam na Igreja e lá nos distraíam da trovoada e do sono que já nos atormentava os olhos.
A canção preferida de todos:


   Entrai pastorinhos entrai
   Por esse portal sagrado
   Vinde adorar o menino
  Numas palhinhas deitado


O pai procurava mais lenha para reavivar a fogueira que crepitava misturando-se no barulho da chuva a cair com força nas telhas por cima de nós.
A luz dos relampagos invadia toda a casa e o medo roía-nos interiormente.
A Mãe logo nos socegava com aquela oração a Santa Bárbara


Santa Bárbara bendita
Que no Céu está escrita
Livrai-nos destas trovoadas
E de todas as almas penadas


 Entretanto as trovoadas passavam levadas pela chuva e o vento.
Começava a rabujice do sono e o pouco apetite para comer a sopa ainda a escaldar nos pratos.
Nesse tempo não nos cantavam aquelas músicas que só aprendemos mais tarde.
«come a papa Joana come a papa..../...»
Tinhamos mesmo de limpar o prato. Alguns dias a Mãe mais cansada dizia-nos:
_ Não queres, não comes.
Vou guardá-la e vais comê-la amanhã. Não comes mais nada..!
Não podemos estragar e a sopa está muito boa.
Aos poucos íamos comendo, para de seguida irmos dormir socegados.
luiscoelho



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

noites frias

Noites frias
Humidas de suor
Cansadas de dor.
Noites esquecidas
Vividas na esperança
De mais amor.
Noites mansas
Que tecem
Pequenos mantos
Que nos aquecem.
Noites claras
Cheias de luar
A despertar
O Deus Menino
Tão pequenino
No seu Presépio
A convidar
A nos amarmos
E respeitarmos 
Com liberdade
Luiscoelho

as últimas rosas em Dezembro
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Amor - palavra bonita

Amor - palavra bonita
Quando dita com amor
Tão cheia de emoção
Quando vem do coração
Com aquele som do mar
Que nos faz cantar e sonhar.
Amor - palavra bonita
Quando dita por alguem
Que ama a todos e a ninguem
E com sábias palavras detem
Aquele amor que sabe bem.
Amor - palavra bonita
Pois em tudo se sacrifica
Quando no amor se acredita
E sempre se purifica
Naquele amor que edifica.
Amor - palavra bonita
Quando temperada de amor
Nos faz amar até na dor
Vivendo sempre a crescer
Para toda a beleza reter.
luiscoelho

sábado, 19 de dezembro de 2009

o teu olhar


Olhaste-me confusa e triste
Tão triste porque não viste
O meu olhar te amando
Com aquela força de amor
Crescendo dentro de mim
Seguro que não terá fim.
O teu olhar  me prendeu
E o meu ao teu se rendeu.
Entrou forte e foi ao fundo
Onde mais fundo doeu,
Naquele amor tão querido 
Que todos querem prefeito.
Nossos olhares se cruzaram
Tão normais e sem defeito
Que nada mais desejaram
Senão amar sempre a preceito
Neste tempo que vivemos
E onde tantos já passaram
E só de olhar se amaram.
luiscoelho

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

As tintas

Estas tintas que se turvam
Como águas sujas espremidas
Correndo vazias de transparência
Sufocam-me a alma torcida
De desejos puros e demências.
Procuro em vão separar as águas
Formando límpidas correntes
A mais belas e transparentes
Dos dias sem dores nem mágoas
Que se misturam logo nas nascentes.
Estas tintas com que escrevo
Nas folhas brancas de papel
Fazem o fato, a roupa que visto
Nos dias e os anos que resisto
Em meadas simples de letras
Como um fio dobrado de cordel.
luiscoelho

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Ofereço a todos a beleza destas orquídeas que me seduzem e encantam.
Para todos Festas Felizes de Natal e Ano Novo
luiscoelho
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Coro de letras

Nesta manhã perdida de frio
As letras seguem-me
Em movimentos claros
E de formas retorcidas
Embebedando-me o olhar
Num querer ver dançar
Cada palavra no seu lugar. 
Os dedos prenhes  de sonhos
Carregados de ilusões
De certo vão refinar
As frases mais belas
De amor nos corações.
Sigam-me as letras e as palavras
Neste desenhar com elas
Construindo as melhores telas
Com a pintura de letras.
Quero cantar estes versos
Em coro ou mesmo sozinho
Mas tudo com muito carinho
E com toda a força de amar.
luiscoelho

Dorme

Dorme meu amor
A noite é longa
O frio é forte
E não há quem suporte
A tristeza e a fome
Que veio visitar-nos
Neste recanto
Num país sem nome.
Dou-te o meu abraço
No calor do peito
Mesmo sem jeito
Do teu colo e regaço
Onde entro e canto
Como por encanto
De ter ver dormir.
Dorme, dorme
Não chores para eu sorrir
Luiscoelho

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quando era Menino


Posted by PicasaQuando era menino 



Quando era menino
Ensinaram-me muitas orações
Ensinaram-me que Jesus é um amigo
Que caminha comigo e contigo
Porque vive nos nossos corações.
Ouvi dizer que Jesus era muito meigo,
Muito inteligente e cheio de ternura
Amar Jesus é uma coisa muito pura.
Ser amigo de Jesus é ter um tesouro
Ele conhece os sonhos e os desejos 
E agora sabemos que este amor
Vale mais que o próprio ouro.
Um dia puz-me a pensar:
Se Ele é assim meu amigo
Tão forte e tão poderoso
Talvez me venha visitar
Talvez me ajude a amar
Talvez me faça aceditar
Cada vez mais e mais
luiscoelho

Os dias correm seguidos

Os dias correm seguidos
Passando no tempo veloz,
São rios de águas frias
Que brotam dentro de nós,
São nascentes e correntes
Carregados de nostalgia
Que vão morrendo sem voz
Nestas madrugadas frias.
Os dias nascem meninos,
Fugindo a medo da noite
Procuram outros destinos
Levados na força do vento
Desfeitos a cada momento.
São elos de aço em correntes, 
São espadas de luz feridas,
São as coisas mais queridas
Que no tempo vão sendo perdidas.
luiscoelho

domingo, 13 de dezembro de 2009

Procuro-te

Procuro-te na noite
Morna de cansaço
Sinto o teu perfume
Embebedar-me de esperança
Fria  e nua no espaço
Onde juntos fazemos a dança.

As valsas são balanços
Secos e frageis de candura
Que as mãos seguram  
Numa entrega e numa procura
Que os nossos corpos segregam
Na mais bela e doce loucura.

Procuro-te e desejo-te
Mais que os sons perdidos
Destes acordes leves e mornos
Que agitam os nossos sentidos.
Quando os nossos olhos se cruzam
Se olham e com amor se beijam
luiscoelho

Leitura

Aos poucos fui lendo
Correndo de blogue em blogue
Uma leitura apressada
Outra mais tensa, parada
Tantas mensagens
Tão variadas e distintas
Escritas no correr das tintas
Que encantam e informam
Educam e saciam a fome
Neste tempo de mudança
Com tantas coisas sem nome.
Aos poucos fui acordando
Na madrugada atrasada
Com tantas coisas de nada
Mas todas fazem o leito
Daquilo que faz perceito
Numa vida bem regrada
Com nomes para tudo e nada 
Paz, Saúde, Felicidade
E muita, muita Bondade
luiscoelho

sábado, 12 de dezembro de 2009


Posted by Picasa

natal

Nasceu Jesus
Nasceu nú
Nasceu ninguém
Numa gruta além
Nasceram estrelas
Nascentes de luz
Nasceram os rios
Nascentes de água
Não nasceu o amor,
Nem um sorriso
Só a dor
E uma lágrima
Num grito
Nasceu Jesus
luiscoelho

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Andarei no tempo

Andarei por vales e montes
Como sombra suave e silenciosa
Percorrendo na aragem do vento
Os ribeiros e as belas fontes
Vivendo a saudade do tempo
Passando pela mocidade graciosa

Andarei com Sol escaldante
Ou no silêncio fresco das manhãs
Percorrendo na brisa do mar
O areal fino e reconfortante
Onde vivemos de alegrias sãs
Que sempre nos irão acordar

Andarei no silêncio das noites suaves
Correndo no tempo de muitos entraves
Recordando as imagens esquecidas
Vivendo e amando um passado ausente
Como um presente que esta vida consente
Num amor que se renova constantemente

luiscoelho

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


Arte e bom gosto.
Uma porta exterior, numa casa restaurada e situada na encosta nobre da cidade de Leiria.
Um único (mas) -a caixa do correio- deveria ter sido colocada noutro sítio. Tira um pouco da beleza desta porta.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

procuro

Procuro no tempo que foge
E no vento que sopra suave
Os pensamentos perdidos
Daqueles momentos felizes.
Que sempre me recorde
Como foram belos os dias
Vividos no doce encanto
Suaves como um manto
E com tantas alegrias
Que ninguem tira nem pode.
O amor passou por nós
Marcou-nos com uma voz
Que no silêncio se faz.
Nunca ninguem se perde
Nem a ousadia se atreve
A esquecer esses dias
Tão belos são os momentos
luiscoelho

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O teu olhar

O teu olhar me devassou
Como a luz da madrugada
Entrou com a força do tempo
Na minha alma amargurada
Perdida nas curvas do vento
Pela a tristeza apunhalada.
Teu olhar me penetrou
Abrindo todas as portas 
Me possuiu e cativou
Fazendo nova esperança
De um viver mais feliz
Que agora se iniciou.
Esse olhar que era só teu
Mas agora também é meu
Porque veio e cá ficou.
Esse olhar ardeu em mim
Mas nada queimou enfim
E a dor também parou
Só nesse olhar que te dou.
luiscoelho

domingo, 6 de dezembro de 2009

Barril


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Que saudades do meu barril
Que transportava às costas
Naquelas tardes de Verão
Conservava a água fresca
Passando de mão em mão.
Tua história não sei contar.
Encontrei-te abandonado
Já sem asas e quebrado.
Dei-te cama no jardim
Onde podes ser lembrado.
Colhias água na fonte
Muito pura e transparente
E com a mesma simplicidade
Saciavas toda a gente.
Gostaria de recompor
O teu gargalo tão bonito
E a pega de alto a baixo
Lembro-me bem como eras
E das coisas que diziam 
Mas por ti nada foi dito
luiscoelho

sábado, 5 de dezembro de 2009

Contaram-me

Contaram-me que José e Maria
Se amavam com muita ternura
Que esperavam um filho com alegria
E que o seu amor era esperança futura.

Contaram-me que viram um anjo
Que lhes falou deste belo menino
Seria guardado pelo Santo Arcanjo
E seria senhor do seu próprio destino.

Contaram-me que foram recensear-se
Lá longe, em Belem, uma outra cidade
Sentada na burrinha sem poder apear-se
Maria vivia e sofria com naturalidade.

Contaram-me que o menino nasceu
Numa gruta habitada por outros animais
E que os Anjos cantaram à luz do Céu
Com tanta ternura sem terminar mais.

Contaram-me que a triste jumentinha
Ali se quedou com profundo respeito
E deixou de comer aquela palhinha
Para que fosse a cama do Filho Eleito.

Contaram-me e acreditei com lealdade
Que vieram visitá-Lo os pastores e os Reis
E Jesus lhes sorriu com grande bondade
E crescendo ensinou com sabedoria novas Leis

Contaram-me, fui feliz e em Deus acreditei
luiscoelho

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quero dizer-te

Quero dizer-te as palavras certas
Dizê-las com muita suavidade
E amando-te sempre com lealdade.
Quero viver-te agora nesta vida
Saboreando a tua dor e o teu cansaço
Suportado na ternura do meu abraço.
Quero amar-te no brilho dos teus olhos
Nesse azul que parece vir dos Céus
Numa chama que nem deixa ver os meus.
Quero beijar-te nos teus lábios em flor
Deixando sempre belas palavras de amor
Aquelas que a boca vive e dá com sabor.
Quero ver-te com meus olhos de esperança
Estes que conheces do meu pensamento
Que amam perdidos sem hora nem tempo.
luiscoelho

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Chuva

A chuva cai lentamente
Tocada pela brisa da manhã
Molhando e regando todos os cantos,
Penetrando no corpo da terra
Possuindo-a em profundidade
Com coloridos e suaves mantos
Até onde o pensamento alcança
Vivendo a paz e a felicidade.
A chuva cai lentamente repassando,
Formando rios no interior da serra,
Finas gotas que se vão juntando
Pecorrendo silenciosamente o seu interior
Desbravando a sua alma e a sua nudez
Deixando abertas as feridas e a dor.
Sinto-me chuva andando no tempo
Corrida veloz marcada no vento
Seguindo nos caminhos do pensamento
luiscoelho

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

jardim


Nos cantos do meu jardim
Vou construindo um viveiro
Vou mudando e arranjando
Sem nunca mais ver o fim.
Umas são plantas de Verão
Outras são mesmo do Outono
Na Primavera todas se dão
Acordaram do frio e do sono.
Muitas horas ouço segredos
Que só elas sabem contar
Tantos falam sem conhecer
Mas elas sabem escutar.
Os vossos segredos não direi
Temos um acordo firmado
E como dos meus já sabeis
Espero que seja respeitado.
Não vou dizer-vos mais nada
Sempre fomos entendidos.
Os nossos segredos são sagrados
Ninguem irá ficar ofendido
luiscoelho
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Política

Cansei de esperar
Tanto prometeram
Mas nada mudaram.
Transformaram as palavras em silêncio
Com as palavras se escondem
Com elas nos mentem
Com as palavras consentem
O desemprego e a fome
O abandono escolar
E tantas coisas sem nome.
Arranjam palavras e levam milhões
E gozam a vida nos seus cadeirões.
Já nem acredito em oposições
Pois todos comem dos mesmos cifrões.
luiscoelho

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Porquê - Expliquem-me

Não há pão
Mas há fome
Não há dinheiro
Mas há guerra
Não há Justiça
Mas há assassinos
Não há cadeias
Mas há roubos
E todos os dias
Em todas as horas
Vemos as mãos que amassam 
Estas palavras de figurantes.
Vemos as mãos que roubam,
Que matam a inocência
E os sonhos das crianças.
Vemos mas já não acreditamos 

Passarinhos

Passarinhos a voarem
E de ramo em ramo a saltar
Que bonito vê-los assim 
Tão felizes a cantar. 
Sua graciosidade e beleza
Nunca pára de encantar
Se eu fosse passarinho
Com eles iria voar,
Andaria pelos ramos
Bem perto do teu olhar
Tão feliz e tão contente
Que nunca iria poisar.
Um passarinho me disse
A liberdade é um dom 
Que bem devemos cuidar
Ela marca-nos a vida 
Como um grito sem ter som.
Os passarinhos são lindos
Com as penas a brilhar
Irei amá-los sempre 
E por nada os vou trocar .

luiscoelho

domingo, 29 de novembro de 2009

Uma rosa

Do teu rosto belo e sorridente
Que encanta os meus dias
Caiem gotas de poemas
Tão finos e transparentes
Que me deixam preso a ti
Num sonho e desejo de amar
Tão grande que eu nunca vi 
Mas que quero alcançar.
Vou escrevendo e apagando
Os mais tristes de passar
Que vem naqueles dias
Em que não te posso ver
Nem tão pouco posso colher
O teu sorriso encantador.
Este amor que nunca viste
E aos sentimentos resiste
É uma mistura de várias cores
Em gotas cristalinas de amor
Naquelas madrugadas sem rosto
Quando estou perto de ti
Tão perto e com tanto gosto
Que ninguem pode impedir
De uma rosa beijar
luiscoelho

sábado, 28 de novembro de 2009

Imaginação e arte


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As construções mais antigas de casas na Aldeia eram feitas de barro e pedra obedecendo aos conhecimentos técnicos adquiridos pela experiência e passados de pais para filhos.
Primeiro abriam os «caboucos» = Fundações = onde colocavam as pedras maiores que serviam de base a toda a construção e lhe davam segurança.
Depois subiam as parede exteriores até à altura de poderem construir um tecto de madeira.
Subiam depois as paredes laterais até poderem fazer o madeiramento e colocar as telhas.
O Interior das habitações era de madeira e em muitos casos de barro entaipado.
A base ou o soalho destas casas era construido em cima de vigas de madeira que por sua vez assentavam em cima de grandes pedras niveladas.
 As tábuas encaixavam-se umas nas outras e eram pregadas nas referidas vigas.
Escolhiam sempre a  melhor madeira, a mais antiga e bem conservada. Eram pinheiros seculares com bastante cerne onde não entrava o caruncho e não apodreciam com o tempo e a chuva.
Lembro de o pai falar na =caixa de ar=
Consistia em deixar um espaço entre a terra e o sobrado da casa por onde o ar circulava livremente de modo a que a madeira do sobrado ou soalho da casa não apodrecesse.
Estas caixas de ar obedeciam a medidas rigorosas pois o ar deveria circular sempre e não ficar condensado e a criar humidades.  Nas paredes exteriores abriam buracos de(30x30) aproximadamente para entrada e saída do ar. Para proteger a entrada de bicharada colocavam umas grelhas de pedra ou de ferro. O Pai mandou fazer estas grelhas com as iníciais do seu nome e as iníciais do nome da mãe, conforme constam nas fotos acima. 
Esta é a grelha com o nome da mãe e a seguinte é a do pai.
Todos se admiravam da capacidade que o pai tinha para ser diferente pela positiva.

continuação


Posted by Picasagrelha com o nome do pai

Folha de papel pardo

Preso nas minhas asas doridas
Pelas lutas do vento e do tempo
Aquieto-me no silêncio escuro
Ouvindo apenas o barulho das letras  
Correndo em descargas electricas.
Quero reter e guardar estes gemidos
Numa folha de papel pardo
Transformado em saco ou pacote
Onde fiquem as palavras e as letras
Que já não cabem em mim.
Preso na saudade que areja o quarto
E levanta o pó e as folhas desalinhadas 
Vou sacudindo umas palavras frias
Nas letras desagregadas que me fogem.
Lentamente o som fica moribundo
Com o peso das letras sobrepostas
Que me escapam entre os dedos
Rebeldes e saturados destas ventanias.
luiscoelho

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Beata do Rego

Esta noite não conseguia fechar os olhos naquele sono reconfortante que nos faz esquecer as mágoas e as agruras de cada dia.

O sono que nos liberta das preocupações diárias e daqueles desejos de alcançar algo mais e melhor na nossa vida ou ainda de organizar tudo para que o nosso trabalho seja menos cansativo e mais bem feito.
Não sei porquê, mas no meio de tantos pensamentos, recordei parte da minha infância, aqui na aldeia. Recordei os meus amigos da Escola Primária, os nossos vizinhos e também algumas figuras características desse tempo.
Hoje recordo melhor uma velhinha sempre vestida de negro da cabeça aos pés. - A Beata do Rego.
Na cabeça, trazia sempre um lenço preto que lhe escondia completamente o rosto não deixando ver a sua cara.
Para ela seria normal viver assim.
Para nós crianças a coisa era muito diferente e a curiosidade era cada dia maior.
Porquê assim vestida?
Certamente teria vivido um grande desgosto, pensava eu, pois não encontrava explicação para tanta tristeza.
Vivia aqui perto numa pobre casa, húmida e também escura por falta de janelas.
O que haveria dentro daquela casa e como poderia aquela senhora viver lá sozinha e sem ter por perto os seus familiares.
Eram perguntas que me iam enchendo a cabeça.
Nessa data era impensável para mim viver sem pai ou mãe que nos protegessem e guardassem dos malfeitores e fossem principalmente nossos amigos.
Esta Senhora parece que já não tinha família.
Recordo que algumas vezes e por caridade os meus pais a chamavam para fazer uma tarde aqui no campo a cegar o feno para os bois ou a colher algumas sementes, pois ela não era capaz de fazer muito mais pela sua debilidade física. Alem de comer aqui um prato de sopa davam-lhe o salário correspondente.
Não falava quase nada, mas se lhe perguntassem alguma coisa respondia sempre com muita delicadeza. Parecia até ser uma senhora com muita educação.
Vi-a, muito dias, na Igreja em profunda meditação.
Nesse tempo havia missa logo ao nascer do dia.
Era celebrada em latim. Não sei se alguém percebia alguma coisa mas a Fé tem destas coisas. As pessoas iam e cada uma rezava como entendia.
A Beata do Rego estava lá com as suas vestes e o seu ar de recolhimento.
Comungava sempre. Coisa que a maioria das pessoas só fazia pela Páscoa ou datas especiais.
Depois de todos saírem da Igreja, aquela senhora ficava ainda horas esquecidas fazendo as suas meditações. Nesse tempo as Igrejas estavam abertas todo o dia.
Um dia perguntei ao pai:
_ O que lhe aconteceu para andar sempre naquele luto e com tanta tristeza...?
Então o pai lá foi dizendo algumas coisas, mas não sei se entendi tudo.
_ Quando ela era nova, era muito bonita e quis ser freira. Foi para um Convento, mas passados uns anos mandaram-na embora e como nunca se casou ficou assim triste e sozinha.
Ela era uma pessoa rica. (rico era nesse tempo ter muitos terrenos)
Vendeu tudo e só ficou com esta casita para viver, mas parece-me que deve chover lá dentro, continuou o pai.
_ Ela não é capaz de arranjar nada e também não pede ajuda a ninguém.
Vive mortificando-se para ganhar o Céu com sacrifícios.
Conta-se que ela teve um filho de um padre e que foi por isso que a puseram fora do Convento.
Se tinha dúvidas ainda fiquei com mais. Então e o filho?
Ninguém sabe. Respondeu o pai.
Ficamos ambos em silêncio. O pai continuou o que estava a fazer e eu, que não estava satisfeito, mas também não conseguia fazer nova pergunta.
Recordo ouvir como piada = sementeiras da Beata =
Eram aquelas sementeiras que algumas pessoas faziam. Num canto pequeno de terra semeavam couves, batatas, feijão, milho e nabos.
Resultado não se criava nada, pois as sementes germinavam e morriam não tendo espaço para crescerem e se desenvolverem.
Outra frase ainda:
=Ali, na da Beata=. Identificavam um terreno comprado à senhora.
Um dia pelo Natal fomos levar-lhe alguma lenha para a fogueira, assim como outras coisas que a mãe colocou num cesto: batatas, pão, azeite, feijão e algum toucinho salgado.
Entrámos por uma porta muito grande e fomos andando por um corredor esburacado até uma parte onde a senhora estava sentada e embrulhada num xaile preto. Esta devisão devia ser a cozinha.
Entregámos as nossas coisas e saímos novamente fechando aquela porta grande de um verde aguado.
Certamente terá ficado a rezar por nós que lhe levamos alguma coisa para comer.
A lareira parece que já não era acesa, há muitos dias.
Parece que também não tinha nada para comer, nem dinheiro para poder comprar.
Hoje certamente ninguém a deixaria ali a morrer de fome e de frio.
= Para trabalhar não tinha força e para mendigar tinha vergonha=
Foram os seus vizinhos mais próximos que lhe foram levando uns caldinhos de sopa enquanto viveu na maior pobreza.
Não sei o verdadeiro nome da Senhora.
Para nós foi sempre a Beata.


luiscoelho


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aniversário - Maio 2009


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As minhas raizes vindas do tempo
Com origens que não sei nem entendo
Amando a vida agora no presente
Olhando o passado levado no vento
O passado é presente naquilo que sou
No que recebi e em tudo o que dou
O passado é presente em tudo o que faço
No que aprendi e pelo que me enlaço
As minhas raizes estão no futuro
No desejo de dar e querer amar
Nos filhos criados com sabor
Lançados nas lutas de sonhos e dor 
As minhas raizes vão num Céu a provir
Na esperança de um futuro melhor
Mais justo, fraterno  e com mais amor
E com todo o bem que eu construir
As minhas raizes foram sonhos passados
Projectos de vida e desejos vividos
Insatisfação por alguns não realizados 
Mas sempre feliz com muitos conseguidos

luiscoelho

Alvorada

Madrugada de luz e de paz
Quando os olhos serenos se abrem
Nas emoções que nos trás.
Veio a alegria e o amor ficou
Querendo dizer no papel
Toda a força que lhes dou
Madrugadas frias e quentes
Vividas no tempo e nas mentes
Amando a vida assim como sou
Cantando estes pensamentos
Perdidos na noite e no tempo
Madrugadas de amor e carinho
Que nos acordam de mansinho.
Manhãs feitas sonhos de menino
Que transformam a noite
Nas mais belas alvoradas.
luiscoelho

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sono

O sono bate-me à porta
Não sei recusá-lo
Esconder-me dele.
Jogamos partidas
Algumas divertidas
Vou abrindo os olhos
Mas ele fecha-os.
O cansaço vai crescendo
A boca bocejando
E os olhos chorando.
Parece que vou resistir
E continuar a lutar
Quero um poema concluir
Será que vou conseguir?
Parece já um jogo de tracção
Ele tomba para lá e eu para cá
Deu-me mais uma lição
Tem razão, nós somos humanos.
Fechei as persianas dos olhos
Boa noite.
luiscoelho

Saudade

Não sei se a saudade vem
Com a que me quer bem
Ou se já seguiu viagem
Deixando-me só e sombrio
Que de pensar me arrepio
Pelo medo e pelo frio.
A saudade vem assim
De mansinho até a mim
E deixa uma dor sem fim.
Saudade não vai embora
Pois só chegou nesta hora
E irá cantar agora
Aquela música de saudade
Com um coro de liberdade
Que nos enche de felicidade.
Saudade palavra bela
E todos pensamos nela
luiscoelho

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vem cantar


Vem comigo cantar um poema
Que a vida tece em cada dia
Seguindo um rumo e um lema
Vencendo a dor com valentia
Vem viver e amar com liberdade
Que sempre devemos querer
Escolhendo a felicidade
E amando mais que o dever.
Vem comigo cantar um poema
Contruindo uma vida melhor
Fazendo dos passos compasso
Que nos guiam com maior vigor.
Vem fazer as mais belas canções
Com o ritmo agradável do amor
Cantando sempre as mais belas
Que todos sabemos de cor.
Vem comigo cantar um poema
Com o amor que temos no peito
Onde as rimas façam de cordas
Tocando sempre a perceito
luiscoelho

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