segunda-feira, 8 de novembro de 2010

2010-Outubro-31-ventoso

O vento que é lento
Levantou-se no tempo,
E soprou sem consentimento
Logo mais se enfureceu 
Passou, saltou e correu
E assobiando me deu
Um empurrão para cá
Depois outro para lá
Assim como quem não dá
Andou dois dias perdido
Nestas danças convencido
De soprar num só sentido
Acabei rodopiando 
 do vento me fartando
Vendo o mundo se dobrando
Senhor vento tenha cuidado
Não me quero despenteado
Nem assim tão maltratado
Veja a grande confusão
Parece uma revolução
Se ter alma nem razão
Ouça agora o meu pedido
Vá descansar num abrigo
Lá longe bem escondido. 
Luíscoelho