sexta-feira, 14 de novembro de 2014

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Fotografia
( Moinho de Papel - Leiria)

Amanhecem frias as madrugadas
Abrindo as portas do meu ser.
Amantes que se despem por querer,
Amor que se faz à luz do dia.

Bebo as gotas do orvalho a cada instante,
Belos cristais retidos em cada planta,
Beijos que nascem no fundo da garganta,
Bebidas que nos enchem de magia.

Canto por encanto as mágoas e as dores,
Canto o Sol que nos aquece e alumia,
Canto a chuva, o vento e a invernia,
Canto os meus amores com alegria.

Deixo o tempo voar sem o deter,
Deixo a Lua lá no Céu desaparecer,
Deixo a vida abraçar-me e assim viver,
Deixo tudo já só quero esta harmonia.

É este o meu fado e o meu destino:
Amar assim o despertar das madrugadas,
Beber a vida nestes copos de marfim,
Cantar ao desafio as horas afortunadas,  
E erguer-me assim todos os dias.
luíscoelho