sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Hoje




(foto de Paulo Vasco Pereira)

Hoje
Chorei no silêncio das palavras
Que me oferecias enfeitadas de esperanças.
Foram tantas as cores e as lembranças
Que perdi o sabor dos beijos conquistados.
As promessas de amor foram presentes,  
Sonhos vivos agora ausentes

Hoje
Abracei as sombras onde o Sol nos despiu
Dos medos, barreiras de um querer por inteiro.
Viver era mais forte que o saber da própria vida
Descobrindo o encanto de cada olhar e cada beijo,
Foram tantas emoções e tão puros os desejos,
Que nossas mãos se uniram sem receios.

Hoje
Relembrei os caminhos onde passámos.
Florestas que explorámos, vivemos e sonhámos.
Foram tantas as folhas que nos vestiram de prazer,
E muitas outras que nos despiram o próprio ser. 
Foram dias que aprendemos a viver 
E nunca mais queremos esquecer.

Hoje
Chorei  no silêncio das palavras
Nascentes onde vivemos, corremos e morremos
Agosto/2014

Luíscoelho