quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lembranças


Com as lembranças que me sobram
Vou escrevendo rascunhos de palavras
Que se trocam pelos silêncios indefinidos 
Do badalar dos sinos quando dobram
E chorando vão percorrendo os caminhos
Pintando as ruas de flores e de carinhos
E de tudo o que na vida eu amei mais.
Pinto a saudade presente na lembrança
E o amor  na saudade sem esperança
Pinturas de letras sem arte concertadas
Sem brilho de quadros tristes e apagados.
As lágrimas são as tintas fortes das pinturas
Daquelas que de saudades faz gravuras
Pela força do desgosto em vendavais.
 Estas letras nem sei porque escrevi
Correram no papel mas não amaram 
Esse amor que passou e eu não vivi
E com as tintas nessa dor se misturaram
luiscoelho