quinta-feira, 8 de abril de 2010

Máquina de costura

Cantando lindas canções
Trabalhavam todo o dia
Fazendo novas camisas
Outras mais gastas cosiam
Faziam calças e calções
Saias, blusas e combinações
Cantavam para não chorar
Dias de grandes aflições
As mãos guiavam o tecido
Os pés em baixo pedalavam
Só as gargantas cantavam
Num coro de fino gemido
Costureiras da minha aldeia
Moças simples de verdade
Cortando na vida alheia
Com a tesoura da maldade
Alinhavavam os fatos
As provas estavam feitas
Depois de cosidas à maquina
Nunca mais eram desfeitas
luíscoelho

PS - homenagem a todas aquelas que viveram desta profissão e que nos davam os carrinhos de linhas que faziam as nossas delícias.
M. Joaquina Branca da Lagoa, Tereza Mestre da Ortigosa, Beatriz da Ruivaqueira, Anália do Rio do Casal (única sobrevivente).
Todas trabalhavam por conta própria e eram pagas à peça ou ao dia quando se deslocavam a casa das freguêsas.

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