domingo, 29 de novembro de 2015

Sementes

(foto google)

Em mim te semeias desilusão,
Te escreves e já te convertes
Em partes da minha solidão.

Em mim te semeias de dor,
Tormentos que rasgam a alma,
Sementes esquecidas de amor.

Em mim te semeias de ventos,
Tempestades, fúrias presentes,
Onde sobram estes pensamentos.

Em mim te semeias de chuvas,
Rios que nos lavram sem horas
E as margens se tornam curvas.

Em mim te semeias de nadas,
Estrelas no céu apagadas,
Oceanos que morrem sem vagas.

Mas eu renasço acordado
Nas sombras esquecidas de amor
Traços que foram lavrados 
Nos dias de mais calor,
Momentos em mim conservados.

Novembro/2015
luíscoelho