quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mataram-me o coração

Perdi o meu olhar,
Mataram-me o coração.
As mãos ficaram presas
No meio de tanta ilusão,
Sem esperança nem certeza
Ódio, guerra e avareza 
De tantos nossos irmãos


Os pés andaram errantes
Pisando o chão que se via,
No olhar de uma criança,
Em busca que não alcança
E a fome que adormecia,
Num desespero constante
Morrendo em lenta agonia.


Ouvi os ventos soprando 
Metais e bombas sem dias,
Nos campos de guerras frias.
Ouvi os gritos morrendo
E tantos meninos correndo,
Na dor de tanta agonia
Por pão, paz e harmonia.
luíscoelho