quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sombras da noite


Lentamente a luz desaparecia
No entardecer calmo do dia.
A terra parecia adormecer
Nas asas dos pássaros esguios,
Cruzando os céus com seus pios
Na procura dum sítio para se acolher
Um ramo seguro para adormecer.

As árvores giravam em rodopio
Dançando com as aves perdidas
E por entre os ramos se agitavam 
Naquela luz a esvair-se em fio.
O tempo emudeceu as que gritavam
Nas tintas matizadas  e adormecidas 
Das telas mais perfeitas e coloridas. 


As estrelas brilharam no céu,
O silêncio veio abraçar- nos
Escondendo os olhos num véu. 
Luíscoelho