sábado, 22 de maio de 2010

Os rios do tempo

O tempo passou, e marcou aqui e ali,
Com beijos claros, suaves, profundos,
Um rosto de horas paradas, já idas, 
Perdidas no lento correr destes rios,
Que gemendo se tornam mais frios,
Nas noites que escondem os mundos.


Cantilena  simples, sem rima nem sina,
Nascendo num choro de silêncio e paz,
Ouvindo a brisa suave que anda no ar 
Nas noites escuras que de estrelas se faz.
E cantando alegre sem medo e sem norte
Por vales e montes descendo a colina 
  
As correntes pesam os leves gemidos 
Que cruzam os tempos de muitos sentidos
É um grito que sai de dentro do mar
Com outro que vem do bosque a brincar
E caminhando sempre no vale do tempo
Agarrando a certeza que nos faz amar
Luíscoelho