quarta-feira, 30 de junho de 2010

Abril

Surgem os povos sofridos pela fome
Sacudidos por guerras sem rosto nem nome
Vindos dos campos abertos sem sombras
Caminham no silêncio transformando o tempo
Vergados, tristes, esquecidos da força do vento.


Vem a noite de estrelas em seu manto
Semear cravos de esperança e de encanto
E o luar suave que dá cor ao firmamento.
Já vêem recompensas em coisas tantas
E banquetes fartos em mesas brancas .


Surgem ricos e políticos falsos, infestantes
Com mentiras e roubos claros e gritantes
E este povo espoliado oprimindo vão matando.
Abril, Abril sem paz, emprego amor e pão
Sem saúde, sem justiça, respeito e educação.
Abril, Abril que no tempo vão rasgando.     
Luíscoelho