quarta-feira, 9 de junho de 2010

Minha sina

Ando sem trilho na selva
Onde o cimento se altera
Na cor fria do cinzento
Roubando a esperança
Que adormece na relva.
Estradas longas, sem fim
Feitas de résteas de luz
Que sobram das paredes
Inclinadas no horizonte.
Pedras nuas, frias e cruas 
Que guardam a cor do vento
Nas curvas torcidas à sorte
Ferindo os pés descalços
Que caminham sem norte.
Varandas tristes, sombrias,
Opostas, paradas no tempo
Olhando os passos cadentes
Tristes, tristes inconscientes
Caminhando sem lamento.
Luíscoelho