domingo, 27 de junho de 2010

Carícias do vento

A brisa recurvou-se numa carícia
E correu sem se ver nem deter
Encheu-se de ventos audazes
Deixando-nos de novo a sofrer
Porque amamos como somos capazes
Sem nunca desejar ter malícia.


A brisa refresca o sentimento
E o desejo de viver por amor
Quando corre mais perto do fim
Deixa uma marca fria de dor
E leva a melhor parte de mim
Voando na corrida do tempo.


Já não quero as carícias do vento
Que fazem estas  frias correntes
Levando todos os nossos desejos
Desta vida que se faz de sementes
Nem quero a carícia dos beijos
Que são de tristes lamentos
Luíscoelho