sexta-feira, 11 de setembro de 2009

As minhas canetas

As minhas canetas escrevem
Rabiscam, desenham as palavras
Que fazem os sonhos andar
Sem nunca sair do lugar,
Querendo talvez alcançar
Esse mundo feito de magia.
As minhas canetas tocam
Aqueles desenhos à vida
Misturando-os na luz do dia
Mexendo-os na luta e na lida
Fazendo-os imagens reais
Nestas estradas de papel branco
Onde choro e também canto
Me escondo e me desnudo
No encanto deste manto.
As minhas canetas choram
As mágoas do meu amor
Nos dias perdidos no vento
Vivendo o teu desamor
Alimentando o meu desalento.
luiscoelho