terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

cata vento



Sou chuva e sou vento
Sou aragem e pensamento
Preso nas cordas
Que soltam o tempo
Embrulhado no frio do cata vento.

Sou uivo e sou grito
Do amor quando fico
Preso nos lençóis brancos
Desfazendo os encantos
De um  amor grande e rico

Sou água e sou gota
Sou lágrima marota
Que se esconde ao revés
Sou canto e encanto
Que se dá em marés

Sou tudo e sou nada
No vento que sopra
Os sonhos vazios
Nunca reencontrados.
luiscoelho