sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Versos

Escrevo versos nas horas paradas
Que me seguem em dias  repetidos
Fazendo o ritmo das letras apertadas 
Nas cores que me aquecem os sentidos.
Das palavras saem ideias atrevidas
Que se soltam ao sabor das tempestades
São tantas horas de rimas desabridas
Que nunca se domam nas vontades.
Muitas horas se dobram e redobram
Nos sons que não se podem transcrever
São muitos os desejos que nos sobram
Nestas horas de versos a correr.
Parado ouço as horas do tempo a voar
Vão caindo lentamente sem se ver
São versos que ainda quero cantar
E outros que tristemente irei escrever.
Nestas horas vai ficando a solidão
Que nasceu levemente na minha mão
Escrevendo sem amor e sem razão
luiscoelho