quinta-feira, 4 de março de 2010

Pedaços



O tempo corre apressadamente
Rasgando-me a alma em  pedaços
Lentamente devora e devassa o espaço
Apagando os ais dos sentidos
E dos nervos formados em aço.

Tantos dias perdidos sem eira nem norte
Desfazendo a angústia dos pensamentos
Vividos no sabor amargo da sorte
Que se arrasta levemente no tempo
Despedaçando os melhores sentimentos

Este tempo que vai, voa e não volta
Transporta também os gritos sem vida
Nas fantasias da alma adormecida
E acordam as madrugadas frias e loucas
Que se tecem de horas boas mas poucas

Agarro os pedaços perdidos, dispersos
Soltando as dores que ficaram perdidas 
Na alma vazia de amor e penas sadias 
E com eles canto este canto em versos
luiscoelho