quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nora da vida



A tarde acabava, a luz se esvaía
Numa penumbra lenta quase vazia
Seguindo apressada os passos do tempo
Passados e presentes neste movimento
Que agora acordava triste e tão lento
Num sono pesado onde nada se via.


O mar agitado que em azul se afunda
De amor puro que nos banha e fecunda
Traz as noites vadias perdidas no vento
Que se rasgam em silêncio e encantamento
Da vida passada num só pensamento
Onde tudo e nada em desejo redunda.


E a noite teima em adormecer o luar frio
Que se espalha ao redor sem arte nem brio
Tantos momentos que se querem viver 
Que nem em pensamentos se podem ver
E aquele amor que na hora fugiu
Foram sonhos e água que da nora caiu.


A noite continua os sonhos perdidos
Nos dias de luta e angustia sofridos
Por todos amada e nunca esquecidos


luiscoelho