quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sonho

Madrugadas frias, silenciosas e sem cor
Descem lentamente no meu interior
Calcorreando caminhos de sofrimento
Abrindo as feridas vivas e não saradas.
Com voz suave ou com fria agressividade
Acordam o animal adormecido cá dentro
E me deixam cair num triste lamento
São estes momentos que me pesam
Que me acodem e me repreendem
Desejando aquele sono que nada tem
E ninguém sonha por onde foi ou vem.

Madrugadas frias onde o cantar me dói
E o silêncio natural não faz nem constrói
Um mundo de paz, de pão e de amor
Sonho que as guerras não façam mais dor
Sonho que as crianças aprendam a amar
A crescer, compreender e a perdoar
E que este sonho se torne realidade
Nestes tempos de tanta maldade.
Caminhamos empurrados e humilhados
Por gente sem respeito nem dignidade
Que usa o poder para sua vaidade.

luiscoelho