quinta-feira, 30 de abril de 2009

Chuva

Nas tardes de chuva lenta
Bem soprada pelo vento
Vem caindo e vai regando
Da horta até ao pomar.
E tudo fica mais fresco
Mais bonito e a brilhar
Neste tempo tão cinzento
Onde a chuva tem lugar.
Acordei a ver chover
E deitei-me a vê-la pingar
Por mais voltas que dê
Dela não me consigo safar.
Mas este tempo de chuva
Já me está a saturar
E por mais que dela fuja
Sempre me hei-de molhar.
Choveu de manhã à noite
Sempre a chover sem parar
Já pedi ao meu S Pedro
Para outro dia a guardar.

luiscoelho