domingo, 30 de agosto de 2009

Posted by Picasa
Silêncio
O meu silêncio amordaçado
Preso em conveniências tais
Regado e sempre alimentado
Nos falsos princípios morais
De respeito pelos que nos oprimem.
Quisera eu rasgar este silêncio
Desamarrá-lo e deixá-lo voar
Permitir que fuja desta cadeia
Cheia de hipocrisia e burocracia.
Quisera eu dar asas e tempo
Ao meu silêncio de certa rebeldia
Procurando abrir as portas
Que os costumes e as tradições
Nos impõem como regras e lições
Quisera eu fazer deste silêncio
Uma bandeira desfraldada ao vento
Correndo sempre embora lento
Nas estradas que construimos
Abrimos e amamos como nossas
Mas nunca impostas por regras
Nem ideias que são apenas vossas.
luiscoelho