sexta-feira, 31 de julho de 2009

Naquelas noites escuras, frias e ventosas
Escondidos na roupa quentinha da cama,
Ouvindo a força da chuva a bater nas janelas,
Parecia querer esmagar-nos a todos
E naqueles momentos levar-nos com elas.
Abrindo o olhar lento nas manhãs chuvosas,
Naquele quentinho que sobrava da cama,
Espreguiçava os braços e as pernas tortas
Com aquele vigor e sabor que corria nelas
E com toda a magia que sempre nos mostras.
Rebolando-se sempre em voltas gostosas
Por mais um tempinho no sabor desta cama
Mas, as horas chamam no tempo a passar,
É tempo de erguer e já a correr ir trabalhar
Neste acordar em cada dia, sempre a renovar.
A escola, o emprego e a vida enganosa
São tantos motivos para sair desta cama,
Lutando no tempo que temos e somos
Por coisas mais justas e um mundo melhor
Que sempre sonhámos em tempo pior

luiscoelho