domingo, 22 de novembro de 2009

A minha caneta escreve lenta
Letras que escorregam no papel
Desagregadas e desordenadas
Tantas vezes com laivos de fel.
Parecem seres finos, feitos de cordel
E dançando na cor das tintas
Carregadas com sabor a mel.
A minha caneta escreve apressada
Aquelas letras em vagas coloridas
Os pensamentos já não entendem
A força das letras comprimidas
Todas juntas em ondas de papel
Ou sozinhas em sombras invertidas.
A minha caneta dorme com imaginação
Escrevendo em sombras refrescantes
Descansa recriando novas histórias
Vividas em prados verdejantes
Muito belas e profundas nas memórias
luiscoelho