sexta-feira, 13 de novembro de 2009

sem sono

Os olhos carregavam a dor do sono,
E seguiam os passos que a noite trazia.
O rosto pesado o semblante fazia
Levando-me preso nas sombras vazias
Não quero barulho, nem ventos baldios
Quero amar sem cama e sem rendas
Não quero caminhar nas pedras com fendas,
Nem adormecer com outras contendas
Quero o amor dos teus braços sadios.
Este sono que me anima e me tenta
Saiu pela porta aberta na força do tempo.
Marcou-me na face o amor e o desgosto
Levou-me o encanto do meu pensamento.
Correndo num grito perdido no vento
Procuro na alma algum sentimento
Daquele descanso que faz as noites
O adormecer pelas manhãs dentro.
luiscoelho